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Cotidiano

‘Eu estou viva porque Deus existe’, diz ao júri namorada de promotor morto

Grupo é acusado de matar promotor de Itaíba, Thiago Faria, há três anos.

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O depoimento de Mysheva Martins, namorada do promotor assassinado Thiago Faria Soares, abriu o julgamento de três dos quatro acusados pelo crime no Fórum Ministro Artur Marinho, na sede da Justiça Federal, na tarde desta segunda-feira (24). Em sua fala, iniciada às 14h30, Mysheva citou a compra de uma fazenda como o principal motivo da desavença que teria levado à morte do promotor, em outubro de 2013. Ela estava no carro com Thiago no momento do atentado. “Eu estou viva porque Deus existe”, declarou emocionada.

Em 2012, Mysheva arrematou 25 hectares de uma fazenda de 1.800 hectares, justamente o terreno que incluía a casa-sede e a fonte de água. A Fazenda Nova é palco de uma disputa histórica por herança entre os Martins e a família de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, um dos acusados de cometer o homicídio. “Zé Maria explorava a fazenda, tirava água com carro-pipa para vender na região, retirava madeira, alugava o pasto”, contou.

Mysheva afirmou que conheceu Thiago Faria após o leilão e admitiu que ele usou de influência pelo fato de ser promotor para imissão de posse dos 25 hectares. “Thiago foi até a juíza pedindo uma providência”, explicou. Foi aí que, segundo ela, veio a ordem judicial para desocupação do terreno, incluindo a casa-sede. Após Zé Maria ser despejado da propriedade, Mysheva declarou que a animosidade aumentou. “Você não tem noção da periculosidade desse povo”, teria advertido Mysheva, se dirigindo ao noivo e promotor.

A juíza citou outras duas linhas de investigação para o assassinato do promotor, sendo uma crime passional e a outra que ligaria a morte aos Martins, pelo fato de Thiago ter participado da acusação em um processo contra uma pessoa da família. “Eu fui tão julgada”, emocionou-se, acrescentando que teve um ano e meio de depressão e crise de ansiedade.

“Desde o momento que eu vi aquela arma na nossa frente que eu tenho medo. De fato, ele não terminou a execução que ele queria, que era Mysheva. Eu não tenho segurança, não tenho dinheiro. Se eu morrer aqui hoje, se um fio de cabelo cair, foi José Maria Rosendo. Eu creio que nunca mais na minha vida eu vou viver em paz”, afirmou Mysheva. Seu depoimento terminou por volta das 18h.

A segunda testemunha de acusação é o delegado federal Alexandre Alves, responsável pelas investigações. Ao todo, são duas testemunhas de acusação, ainda nesta segunda, e cinco de defesa. Os depoimentos das testemunhas seguem até esta terça-feira (25). O júri é formado por sete pessoas, sendo seis mulheres e um homem. O julgamento deve durar até o fim da semana

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