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Cotidiano

Empresário condenado por agredir advogada no RN é assassinado em Pernambuco

Ele foi condenado por lesão corporal pela Justiça de Natal em julho deste ano

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O empresário Rômulo Lemos, de 33 anos, foi morto a tiros na frente de um bar na noite da quarta-feira (21) em Camocim de São Félix, Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, dois homens em uma moto chegaram no local e cometeram o crime. A vítima havia sido condenada por lesão corporal pela Justiça de Natal, no Rio Grande do Norte, após agredir uma advogada e a ex-mulher dele.

Ainda segundo a PM, um homem de 24 anos estava com o empresário e ficou ferido. O jovem foi levado para um hospital local – onde foi medicado e liberado. O corpo da vítima foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

A autoria e motivação do crime ainda são desconhecidas. O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Polícia Civil do município.

A Justiça potiguar condenou o empresário Rômulo Lemos, acusado de agredir e quebrar o braço da advogada Rhanna Diógenes, de 24 anos, em uma boate de Natal em 2011.

Ele foi condenado a três anos de reclusão por lesão corporal. O caso ganhou repercussão nacional e foi destaque no programa Fantástico da Rede Globo. De acordo com a advogada, a agressão aconteceu após ela se recusar a beijar o empresário. Na época, Rhanna tinha 19 anos e era estudante de Direito.

Na sentença, o juiz Alceu Cicco, destacou que o crime cometido pelo réu foi fruto do machismo, pois a conduta de Rômulo representa “uma afronta direta aos valores constitucionais relativos à igualdade de gêneros, porquanto referido posicionamento estaria imbuído de uma visão machista e patriarcal de que a mulher é obrigada a aceitar todo e qualquer assédio, conferindo, ainda, ao homem o direito de agredi-la quando rechaçado”, como consta na decisão.

Também na época do fato, o empresário se defendeu dizendo que o braço da estudante teria quebrado no chão. “Ela jogou a bebida na minha cara, segurando a minha gola. Em seguida eu achei que ela iria jogar o copo em mim. Numa ação instintiva, automaticamente eu retirei o braço dela. Ela provavelmente deve ter ido a escorregar pelo fato da bebida ter caído no chão, obviamente. Deve ter quebrado o braço no chão”, contou Rômulo em outubro de 2011.

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