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Cotidiano

Empresa com dívida tributária de R$ 8,6 bilhões é alvo de operação da Polícia Federal em Recife

Equipes cumpriram mandado de busca e apreensão na Cimento Nassau, no Bairro do Recife, região central da capital, e outros endereços. Ação tem apoio da Procuradoria da Fazenda Nacional.

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Polícia Federal cumpriu mandado de busca na sede da Cimento Nassau, no Bairro do Recife, nesta quarta-feira (5) — (Foto: Danilo César/TV Globo)

O Grupo João Santos, dono da empresa Cimento Nassau e um dos maiores grupos empresariais do Nordeste, é alvo de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal. São investigados crimes tributários, financeiros, trabalhistas e de lavagem de dinheiro.

O grupo, segundo a Procuradoria da Fazenda, tem dívidas tributária, de R$ 8,6 bilhões, e trabalhista, de R$ 55 milhões. As informações são do G1.

Denominada Background, a operação foi desencadeada nesta quarta-feira (5) e teve 53 mandados expedidos para endereços pela 4ª Vara Penal da Justiça Federal em Pernambuco, São Paulo, Amazonas, Pará e Distrito Federal.

“Essa empresa possui débitos no Norte, Nordeste e Sudeste. A Procuradoria iniciou um trabalho devido ao passivo tributário. A dívida inicia na Receita e é encaminhada para a procuradoria, quando o contribuinte não quita essa dívida”, explicou o procurador-regional da Fazenda Nacional em Pernambuco, Alexandre Freire.

De acordo com a PF, mais de 240 policiais cumprem medidas judiciais nos quatro estados e no Distrito Federal. A PF informou, o grupo investigado é suspeito de organizar um sofisticado esquema contábil-financeiro para desviar o patrimônio das empresas do grupo. Esses valores eram transferidos para sócios e interpostas pessoas (laranjas).

Isso era feito para sonegar impostos e direitos trabalhistas de centenas de empregados. Esses trabalhadores, de acordo com as investigações, ficavam sem receber salários e outros direitos trabalhistas.

A operação busca, também, permitir que as famílias de trabalhadores recuperem os seus direitos por meio da Justiça do Trabalho, que, inclusive, já os reconheceu formalmente.

A investigação foi nomeada Background devido à suspeita de ocultação de patrimônio com a criação de empresas paralelas e sócios aparentes.

As investigações, por parte da procuradoria, iniciaram em 2018. Segundo Freire, ao entrar em contato com a Polícia Federal, a procuradoria soube que havia um inquérito em andamento que tinha o alvo o mesmo grupo empresarial.

Cerca de 50 procuradores da Fazenda Nacional trabalham na ação, além de 53 equipes da Polícia Federal e várias equipes de auditores fiscais da Receita Federal.

Nesta fase, segundo a PF, as investigações buscam colher “elementos de materialidade e indícios de autoria”, para, posteriormente, recuperar o patrimônio desviado e ocultado pelos investigados.

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