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Cotidiano

Em PE funcionário da Caixa Econimica acusado de desviar dinheiro tem bens bloqueados

Transferências irregulares das contas de clientes chegariam a quase R$ 460 mil

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A Justiça Federal em Pernambuco determinou, em caráter liminar, o bloqueio de bens de ex-prestador de serviços da Caixa Econômica Federal (CEF). Ele foi acusado, em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF/PE), de ter desviado cerca de R$ 460 mil de contas de clientes do banco para sua conta pessoal. A responsável pelo caso é a procuradora da República Silvia Regina Lopes.

Segundo consta na ação, o ex-prestador de serviços transferiu, irregularmente, entre 31 de julho e 27 de agosto de 2002, os valores de contas poupança de clientes da CEF para conta de sua titularidade, utilizando computador da agência da Caixa de Prazeres, no município de Jaboatão dos Guararapes. Para isso, usou ilegalmente matrícula e senha do supervisor de atendimento do banco.

O acusado já havia sido estagiário da CEF, entre setembro de 2010 e setembro de 2011. Em seguida, trabalhou na Factor Serviços Imobiliários, prestadora de serviços do banco, sendo contratado posteriormente para atuar no Caixa Aqui do município de Cabo de Santo  Agostinho, correspondente negocial da instituição financeira. Participou de treinamento na agência da Caixa de Prazeres e, na época, ficou responsável temporariamente por realizar serviços de abertura de contas e separação de documentos, entre outras atividades. Durante a capacitação, teve trânsito livre na agência, o que possibilitou a fraude.

Confissão – Em declarações feitas à Caixa e, em interrogatório policial, o acusado confessou as transferências irregulares. Com o dinheiro obtido afirmou ter comprado roupas, tênis, relógios e aparelhos celulares. Disse, ainda, ter realizado depósito em conta de uma concessionária, no valor de R$ 94 mil, para comprar um veículo, mas a transação ilegal não foi efetivada porque a CEF enviou comunicado à empresa informando a fraude.

Dos quase R$ 460 mil desviados, o banco conseguiu reaver aproximadamente R$ 343 mil, por bloqueio da conta do acusado. O valor foi utilizado para ressarcir os clientes prejudicados. O restante do dinheiro, quase R$ 117 mil, ainda não foi recuperado.

Bloqueio de bens – Na decisão liminar, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens do acusado no valor de R$ 465 mil, que corresponderia ao prejuízo ocasionado aos cofres públicos mais o valor máximo de eventual multa, caso o acusado seja condenado, ao final do processo, por improbidade administrativa Processo nº 0803895-61.2015.4.05.8300 – 10ª Vara Federal em Pernambuco

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