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Cotidiano

‘Eduardo Campos só não foi denunciado porque faleceu’, diz Dodge

A declaração faz parte de um memorial apresentado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge

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achin decidiu nessa segunda-feira (7) encaminhar o inquérito contra o agora emedebista para a 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro / Foto: Heudes Régis/JC Imagem

Em um memorial anexado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para reforçar a denúncia contra o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a PGR aforma que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) “só não foi denunciado porque faleceu, extinguindo-se sua punibilidade”. Campos faleceu em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014.

Segundo um trecho do memorial publicado pelo Blog do Jamildo, “O então governador Eduardo Campos tinha atribuição para tratar de todas as questões de infraestrutura e de incentivos fiscais relacionadas à Rnest (Renaria Abreu e Lima). Ele só não foi denunciado porque faleceu, extinguindo-se sua punibilidade”. “A corrupção de Fernando de Souza Coelho está estreitamente vinculada à corrupção do ex-governador pernambucano. Uma está estreitamente imbricada com a outra”, diz outro trecho do documento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos na Corte, Edson fachin, encaminhou nesta segunda-feira (7) a denúncia contra o senador ao juiz federal da 13ª Vara de Curitiba Sérgio Moro. Além de FBC, também foram indiciados o empresário e ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) Aldo Guedes e o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, apontado como o dono do avião usado por Eduardo Campos que caiu durante a campanha presidencial de 2014. Aldo e Lyra são apontados como operadores do esquema de corrupção e foram denunciados em 2016 pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Fernando Bezerra Coelho, que na época era secretário estadual do governo Campos e membro do PSB, teria recebido R$ 41,5 milhões em propinas da empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa entre 2010 e 2011. Segundo a denúncia, parte do dinheiro foi entregue sob a forma de doação eleitoral à campanha de reeleição do então governador Eduardo Campos.

“Não há necessidade de provar ou imputar a mercancia de ato de ofício para a configuração do crime de corrupção passiva. No caso, todavia, houve atos de ofício. O acusado e os outros partícipes – em particular o então governador Eduardo Campos – efetivamente praticaram diversos atos de ofício para assegurar a infraestrutura e garantir a concessão de incentivos tributários de competência estadual para as obras de instalação da Rnest”, destaca Dodge no memorial.

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