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Cotidiano

Dois anos após crime, feminicídio da fisioterapeuta Tássia Mirella será julgado

Mãe da fisioterapeuta Tássia Mirella disse que a família está aflita e que julgamento, marcado para o dia 5 de agosto, está demorando para começar

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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) marcou para o dia 5 de agosto o julgamento do comerciante Edvan Luiz da Silva, acusado de assassinar a fisioterapeuta Tássia Mirella, de 28 anos, no Recife. Dois anos e quatro meses após o crime, a confirmação do júri popular foi recebida com alívio pela família da vítima, que também denunciou a demora da definição do caso.

Integrado por sete pessoas, o julgamento que vai decidir se Edvan é culpado ou inocente será realizado na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino. O juiz Pedro Odilon Alencar vai presidir e proferir a sentença final.

Bastante emocionada, a mãe da Tássia, Suely Cordeiro, disse que recebeu a notícia na manhã desta segunda-feira (3). “É o que queríamos. Nunca quis vingança, só justiça. Que ela seja feita”. No entanto, Suely acha que a tramitação do processo poderia ter sido mais rápida: “Deveria ter sido antes. Lá na comissão de direitos humanos na OAB disseram que um julgamento de um caso como o dela dura em média um ano e meio”.

Ainda de acordo com Suely, o marido dela e pai de Tássia foi submetido a uma cirurgia delicada, o que levou a família a evitar tocar no assunto do julgamento em casa: “Estou com o coração muito aflito, passa tudo pela nossa cabeça. É um momento difícil, mas necessário. Tenho certeza que Mirella também queria isso”, desabafou a mãe.

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Entenda o caso

O feminicídio que vitimou Tássia foi cometido no dia 5 de abril de 2017. Segundo a Polícia Civil, Edval, que era vizinho da vítima, invadiu o apartamento dela em um flat no bairro de Boa Viagem. A fisioterapeuta tentou se defender e entrou em luta corporal com ele para não ser estuprada.

Laudos do IML apontam que, embora não tenha existido penetração, o crime de estupro, que tem um conceito mais amplo, foi comprovado, entre outros pontos, pelos hematomas encontrados no corpo de Edvan – para a Polícia, um prova de que ela resistiu. A vítima, que teve a roupa rasgada, foi morta por uma facada no pescoço.

Durante a investigação, foram achadas gotas de sangue da vítima no apartamento do acusado, além de pegadas de sangue compatíveis com o tamanho do pé de Edvan e uma mancha de sangue na porta dele. Uma camisa encharcada de sangue foi jogada do apartamento dele.

O crime também suscitou cobranças em relação aos crimes contra mulheres em Pernambuco. A data da morte de Mirella se tornou o Dia de Combate ao Feminicídio.

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