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Política

Dilma a governadores: devemos cooperar mais, independentemente de afinidades política

Ela pediu a união de todos os presentes pela recuperação da economia brasileira.

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Fotografia oficial da presidenta Dilma Rousseff ao lado dos governadores brasileiros, antes de reunião privada, na tarde desta quinta-feira (30), em Brasília. O encontro busca o fortalecimento do pacto federativo e soluções conjuntas para a garantia do crescimento econômico do País. Foto: Ichiro Guerra/PR

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (30), durante encontro com governadores de todos estados do País no Palácio da Alvorada, em Brasília, que a redução da inflação é o primeiro passo para um novo ciclo de expansão da economia. Ela pediu a união de todos os presentes pela recuperação da economia brasileira. E defendeu a definição de uma carteira de projetos de investimentos em logística, com cada um dos governadores, para a as concessões que ocorrerão no período de 2015 a 2018.

Temos consciência de que é importante sempre estabelecer parcerias, cooperações e enfrentar os problemas juntos. Queremos construir bases estruturais para novo ciclo de desenvolvimento de nosso País. Achamos que estamos vivendo um período de transição para um novo ciclo de expansão que vai ser puxado pelo investimento e pelo aumento de produtividade. E, com isso, dará base para o crescimento do emprego, da renda e para a manutenção da nossa política de distribuição de renda”, afirmou.

A presidenta destacou que,“nesse novo Brasil, nenhum governante pode se acomodar”. “Sabemos que muita coisa precisa melhorar, porque nosso povo está sofrendo. Nós devemos cooperar cada vez mais, independentemente das nossas afinidades políticas”.

Acrescentou que o governo quer que o novo ciclo de crescimento seja mais sólido, robusto e duradouro do que aquele que recentemente o Brasil atravessou.“O primeiro passo para esse ciclo é justamente garantir o controle da inflação. Porque a inflação corrói tanto a renda dos trabalhadores como o lucro das empresas. E promover o reequilibrio fiscal, a estabilidade fiscal”.

Nesse sentido, recordou que o governo está fazendo a sua parte para promover o reequilíbrio do orçamento, inclusive cortando seus gastos e reduzindo despesas discricionárias, despesas de custeio e até alguns investimentos. Mas ressalvou que todas essas medidas visam colocar de novo o País na rota do crescimento, com geração de emprego e distribuição de renda. E reafirmou sua confiança no Brasil.

“A economia brasileira é bem mais forte, é bem mais sólida e bem mais resiliente do que era há alguns anos atrás, quando enfrentou crises similares. Eu não nego as dificuldades, mas eu afirmo que nós todos aqui, e o governo federal em particular, tem condições de superar essas dificuldades de enfrentar os desafios e, num prazo bem mais curto do que alguns pensam, voltar a ter, assistir à retomada do crescimento da economia brasileira”.

Pautas-bomba
A presidenta alertou os governadores, no entanto, sobre projetos que estão em tramitação no Congresso e que poderão, se aprovados, gerar despesas que afetarão não somente o governo federal, mas também os estados.

“Sabemos que a estabilidade econômica é muito importante. E é uma responsabilidade de todos. A União tem que arcar com esse processo e assumir suas necessidades e condições. E, ao mesmo tempo, consideramos que, como algumas medidas afetam os estados e o País, os governadores precisam participar. Tenho alguns projetos legislativos de grave impacto. Em algumas situações, assumi, vetando, o grave impacto no dinheiro público. Todas essas medidas terão impacto para os estados, sem sombra de dúvida”, enfatizou.

Novos projetos a cada ano
Dilma relatou que alguns governadores presentes ao encontro já entregaram e apresentaram suas sugestões sobre o Programa de Investimento em Logística (PIL) e convidou aqueles que não apresentaram a identificar novos projetos e pesquisar novas oportunidades. “Quero esclarecer que as nossas concessões já vão ter início agora. (…) São rodovias, ferrovias, portos e aeroportos que afetam estados aqui presentes na sua grande maioria. O que queremos agora é, de fato, que essa carteira de projetos seja estruturada. Porque sabemos que os investimentos levam tempo para maturar. Então, se fizermos essa carteira de projetos, lançaremos a cada ano novos projetos de concessão”, afirmou.

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