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Cotidiano

De dentro de presídio mulheres fingiam ser autoridades para pedir doações e aplicar golpes em empresários e prefeituras de PE

Operação Farsante cumpriu seis mandados de prisão, nesta quarta (17), dos quais cinco alvos já estavam presos

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Seis integrantes de uma quadrilha, que fingiam ser autoridades para aplicar golpes ligando para as vítimas e pedindo doações para supostas ações sociais, foram alvos de mandados de prisão nesta quarta (17), segundo a Polícia Civil.

O esquema era comandado por duas detentas da Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima, no Grande Recife, de onde eram feitas as ligações.

Entre as vítimas, estavam empresários e prefeituras de cidades de Pernambuco, como Riacho das Almas e São Bento do Una, no Agreste, e Afogados da Ingazeira e Parnamirim, no Sertão, segundo a polícia.

A corporação não informou se as administrações municipais chegaram a repassar dinheiro público para as supostas ações sociais e informou que isso ainda está sob investigação.

Também foram alvos dos mandados de prisão mais quatro pessoas: outras duas detentas da Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima, um preso do Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel) e um homem que atuava fora dos presídios.

Cada integrante do grupo tinha tarefas específicas. Segundo o delegado Paulo Berenguer, titular do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, a detenta Viviane Assad Tomelic comandava a quadrilha, junto com a também detenta Thais Maria de Oliveira.

Também de dentro do sistema prisional, Mayara de Cássia Souza dos Santos, Paula Cosmo do Nascimento e Jonathan Souza dos Santos emprestavam suas contas bancárias para depósitos e ganhavam comissões enquanto, do lado de fora dos presídios, Bruno Eusébio de Souza fazia as atividades logísticas e cobranças, segundo a polícia.

“O escritório da organização criminosa era a Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima. Através de celulares usados dentro do sistema prisional, as detentas se passavam por magistrados, defensores públicos, promotores de Justiça e pessoas que exercem cargos públicos para obter recursos para eventuais campanhas sociais. Algumas pessoas caíam no golpe e outras, não”, diz.

Segundo Paulo Berenguer, algumas vítimas procuraram o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco). “Algumas pessoas que conheciam as autoridades públicas, desconfiadas do fato, procuraram a polícia, para que a gente pudesse desenvolver a investigação. Na verdade, era tudo mentira. Era um golpe”, diz.

Participaram da Operação Farsante 30 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. Segundo a corporação, os alvos da operação respondem pelos crimes de estelionato em continuidade delitiva e organização criminosa.

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