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Cotidiano

Corregedoria convoca 32 PMs para serem ouvidos sobre chacina em SP

Eles estavam em serviço na noite de ataques em série em Barueri e Osasco.

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Trinta e dois policiais militares que trabalhavam em Osasco e Barueri na noite de quinta-feira (13), quando 18 pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em ataques em série nas duas cidades, foram convocados nesta terça-feira (18) para prestar esclarecimentos à Corregedoria da corporação.

A Polícia Civil apura a suspeita de participação de PMs e Guardas Civis nos crimes. Mas, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-SP), os agentes convocados são apenas testemunhas nas investigações, e não são considerados suspeitos. Eles fazem parte do 42º Batalhão da PM, em Osasco, e do 20º Batalhão, em Barueri.

Investigações
Ao menos dez homens não identificados, usando máscaras, divididos em três grupos, participaram dos dez ataques entre as cidades, em um espaço de 20 quilômetros, em cerca de duas horas e 20 minutos. Quinze pessoas foram assassinadas a tiros em Osasco, e três em Barueri.

Imagens de câmeras de segurança gravadas em um bar onde 10 pessoas foram baleadas no ataque mostram que um dos atiradores encapuzados usa a arma na mão esquerda e que, por isso, é canhoto. Essa característica pode ajudar nas investigações

As gravações estão sendo analisadas pela força-tarefa criada pelo governo paulista para tentar identificar os autores da onda de execuções e apurar a suspeita de que guardas civis municipais e policiais militares possam ter participado dos assassinatos na Grande São Paulo.

Os crimes podem ter sido cometidos por agentes de segurança para vingarem os assassinatos do guarda civil Jefferson Rodrigues da Silva, de 40 anos, em Barueri, os assassinatos do cabo Avenilson Pereira de Oliveira, de 42 anos, em Osasco. “Nós continuamos com a possibilidade de participação da Guarda Civil em virtude do latrocínio do guarda”, disse o secretário Alexandre de Moraes na segunda-feira (17).

O cabo Oliveira foi morto a tiros, no dia 7, por dois criminosos ao reagir a assalto a um posto de combustíveis . Ele era da Força-Tática do 42º Batalhão da PM (BPM), responsável pela segurança na região, mas estava sem farda. A dupla usou a própria arma do policial para matá-lo e fugiu. O DHPP já identificou os suspeitos, que são procurados pela Justiça.

O guarda Jefferson Silva foi baleado e assassinado na última quarta-feira (12) por três assaltantes que tentaram roubá-lo num bar. Ele também estaria à paisana. Os criminosos fugiram. Na noite seguinte ao assassinato do guarda, começaram as ondas de execuções em Osasco e Barueri.

As suspeitas sobre os executores também recaem nos PMs e GCMs porque os assassinatos seguiram um padrão: homens encapuzados em carros e em motos desciam dos veículos perto de bares, enfileravam as pessoas de frente para as paredes, perguntavam a elas quem já havia tido ficha criminal e atiravam. Seis dos 18 mortos tinham passagens pela polícia.

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