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Cotidiano

Corpo de jovem baleado por PM é sepultado; DHPP ouve envolvidos e analisará câmeras

Adolescente teria desobedecido ordem de parar veículo

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Foi sepultado, no fim da tarde desta quarta-feira (17), em Escada, na Mata Sul do Estado, o corpo do jovem Marcelo Laureano Gomes Filho, de 16 anos, morto com um tiro de fuzil disparado por um sargento da Polícia Militar (PM) na noite da última terça (16). O adolescente dirigia a caminhonete do pai, uma S-10, e teria ignorado a ordem de parada em uma blitz, conforme a versão da família. No momento da despedida, a comoção pela morte repentina tomou conta de parentes e amigos da vítima.

Dezenas de moradores da cidade foram ao velório. Depois, uma multidão seguiu em cortejo até o cemitério do município. A irmã do pai de Marcelo, emocionada, desmaiou e foi levada a um hospital. A mãe dele também precisou de amparo. “Meu filho, por que você me deixou?”, gritava.

Já o pai do adolescente, Marcelo Laurindo Gomes, afirmou que costumava dar permissão para que o filho dirigisse o veículo porque confiava nele. Ele disse que o jovem foi guardar o carro na garagem, mas acabou saindo com o irmão mais velho e dois amigos para comprar pizza. Ao ver a barreira policial, o jovem teria se assustado, fazendo uma manobra brusca.

 

Ainda durante o velório, o irmão de Marcelo, um jovem de 19 anos, que estava com ele na hora do ocorrido, disse que pediu aos policiais para que nenhum tiro fosse disparado, sinalizando que a caminhonete seria freada. Ele também afirmou que a vítima obedeceu à ordem de parada antes de ser alvejada na cabeça.

PM assume que policial disparou

Em nota, a Polícia Militar (PM) assumiu que o sargento, que comandava uma guarnição tática e é integrante da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Área de Caatinga (Ciosac), efetuou o disparo, mas sustenta uma versão diferente. Foi dito que, durante a ocorrência, os policiais “teriam se aproximado de dois veículos, um Corolla de cor branca, com duas pessoas e sem placas, e uma S-10 de cor preta, com quatro ocupantes, ambos estacionados no corredor bancário do município”.

O texto segue, afirmando que, “após a aproximação dos PMs, o menor, que dirigia a S-10, teria tentado sair do local, desobedecendo à ordem de parada do comandante da guarnição tática, que, em seguida, efetuou o disparo que vitimou o adolescente”. A versão divulgada na nota, pela manhã, foi reiterada pelo major Júlio Aragão, porta-voz da corporação, em entrevista coletiva à tarde. 

Um inquérito será aberto para apurar o ocorrido, podendo demorar de 40 a 60 dias para ser concluído. A PM também informou que o militar foi afastado das atividades operacionais até que a apuração seja terminada. A corporação, por fim, manifestou solidariedade aos familiares, parentes e amigos de Marcelo. 

Câmeras serão analisadas
O caso já começou a ser investigado pela delegada Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), conforme informado, no início da tarde, em entrevista coletiva com participação de representantes das polícias Civil, Militar e Científica. Uma equipe de investigadores foi enviada a Escada para as primeiras atividades do inquérito, o que inclui a busca por imagens de câmeras do circuito de segurança dos bancos mencionados pelos policiais envolvidos. Quatro integrantes da Ciosac serão ouvidos. Não foi informado um prazo para a conclusão dos trabalhos.

As informações são do Jornal Folha de Pernambuco.

 

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