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Clinica cancela eutanásia de colombiana que não tem quadro terminal

O Instituto Colombiano da Dor (Indocol) informou, por nota, que um comitê interdisciplinar reanalisou o caso de Martha na sexta-feira (8) e chegou a uma conclusão diferente.

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Martha Sepúlveda seria a primeira pessoa do país, sem uma doença terminal, a passar pelo procedimento. (Foto: Reprodução/Twitter)

A eutanásia da colombiana Martha Sepúlveda, agendada para este domingo (10), foi cancelada pela clínica que iria fazer o procedimento. Martha iria se tornar a primeira pessoa da Colômbia a ter o procedimento feito mesmo sem ter um quadro terminal.

O Instituto Colombiano da Dor (Indocol) informou, por nota, que um comitê interdisciplinar reanalisou o caso de Martha na sexta-feira (8) e chegou a uma conclusão diferente.

“A partir de relatórios atualizados do seu estado de saúde e da evolução da paciente, definimos que não se cumpre o critério de doença terminal que havia sido determinado por um primeiro comitê”, afirmou a clínica.

Martha Liria Sepúlveda, de 51 anos, tem esclerose lateral amiotrófica (ELA), não consegue andar e sofre com fortes dores. Ela conseguiu a autorização para ter a morte assistida depois que Corte Constitucional da Colômbia aprovou, em julho deste ano, que a eutanásia também pudesse ser realizada em casos de quem vive com intenso sofrimento físico ou psíquico proveniente de lesão corporal ou doença grave e sem cura. O procedimento é legal no país desde 1997, mas somente para pessoas com doenças terminais.

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