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Cotidiano

Centro de Triagem e Atendimento a Fauna será construído em Palmares

Centro está sendo construído em Palmares para abrigar exemplares recolhidos nas áreas a serem alagadas

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Um Centro de Triagem e Atendimento à Fauna (CTAF) está sendo construído pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) em Palmares,para abrigar animais que serão retirados de áreas prestes a ser alagadas por oito barragens do Sistema de Contenção de Enchentes e Prevenção aos Efeitos da Seca nas regiões do Agreste e da Mata. O monitoramento das espécies começou em outubro, mas o resgate da fauna e flora ainda não tem data para iniciar. O CTAF deve ficar pronto em fevereiro.

Segundo o coordenador do Laboratório de Ecologia e Biodiversidade (LEcoBio) do Itep, Edson Leal, a construção do centro – com recursos da Secretaria de Recursos Hídricos – atende à instrução normativa nº 146 do Ibama, que exige a instalação de espaço para abrigar e avaliar a saúde dos animais resgatados antes de reintroduzi-los na natureza. “Dois dos oito empreendimentos já sinalizaram que estão prontos para fazer a supressão da mata para inundar a área”, informa Edson.

Na próxima semana, ele vai com uma equipe de 12 profissionais do LEcoBio fazer mais um monitoramento na Barragem do Engenho Pereira, em Moreno, onde o corte das árvores deve começar em breve. Os profissionais farão captura, coleta, transporte para o laboratório e marcação permanente de exemplares da fauna e flora terrestre e aquática.

Na fase de diagnóstico, os biólogos do Itep identificaram espécies nativas e exóticas que habitam a região e perceberam algumas curiosidades. Entre os peixes, por exemplo, apesar da invasora tilápia (é da região do Rio Nilo, Egito) ser dominante, uma espécie de bagre foi encontrada em uma das barragens, longe de seu ambiental natural “É raro ela ser vista fora de estuário”, explica o biólogo Rafael Duarte.

Ele explica que a maioria das espécies catalogadas é remanescente da introdução de peixes que o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) fez na década de 60 para alimentar a população. Por isso, predadores não nativos como a tilápia, que desequilibram o meio ambiente, não serão salvos. “Elas serão doadas à população para consumo ou descartadas”, informa Rafael.


 

 

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