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Política

Caso sobre corrupção provoca confronto entre, Aécio e Luciana Genro em debate

Engessado pelas regras e morno em boa parte do tempo, debate da CNBB só esquentou em seu final

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Candidatos tomam seus postos para participar de debate eleitoral organizado pela CNBB

Oito candidatos à Presidência da República participaram nesta terça-feira (16) de um debate promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na cidade paulista de Aparecida. Com um grande número de participantes e com apenas um bloco destinado ao confronto direto entre os presidenciáveis, a discussão entre os líderes da corrida presidencial ficou dificultada no evento da entidade da Igreja Católica.

Líderes, nesta ordem, da corrida eleitoral, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), não tiveram oportunidade de se confrontar, mas nem por isso deixaram de tecer críticas aos seus adversários diretos. Também participaram do debate Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC).

Ibope: Dilma está com 36 %, Marina, 30%, e Aécio, 19%

O único momento realmente quente do debate aconteceu no momento que se discutiu as denúncias de corrupção na Petrobras, envolvendo PT, PMDB e PP, partidos da base aliada do governo Dilma. Aécio usou o escândalo para atacar Dilma, que se defendeu.

Mas o tucano recebe um ataque forte da candidata do PSOL, que acusou o PSDB de ter começado a corrupção no Governo Federal quando Fernando Henrique Cardoso estava na Presidência.

O confronto teve início quando Aécio foi questionado pelo Pastor Everaldo sobre o caso Petrobras. “Os brasileiros estão envergonhados, indignados com aquilo que vem acontecendo com a nossa mais importante empresa pública, submetida a sanha de um grupo político que para se manter no poder permitiu que um vale tudo fosse feito na nossa maior empresa”, criticou o tucano. Dilma pediu e obteve direito de resposta sobre as denúncias na estatal. 

“Ao longo da minha vida eu tive sempre tolerância zero com a corrupção. No caso da Petrobras eu quero lembrar ao candidato Aécio que quem investigou e descobriu todos os crimes de corrupção”, se defendeu a petista. 

Na sua oportunidade de perguntar, Aécio questionou a candidata do PSOL sobre educação, mas acabou sofrendo um ataque duro de Genro. “O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção, quando na realidade nós sabemos que o PSDB foi o precursor do mensalão, com o seu correlegionário e conterrâneo Eduardo Azeredo e o PT deu continuidade a essa prática de aparelhamento do Estado que o PSDB já havia implementado durante o governo do Fernando Henrique.”

Ela prosseguiu, dizendo que as críticas do tucano ao PT eram “o sujo falando do mal lavado”. “Empreiteiras que fizeram o escândalo de corrupção da Petrobras são as mesmas empreiteiras que financiam a sua campanha, financiam a campanha da Dilma, financiam a campanha da Marina. As mesmas também que realizaram as obras superfaturadas da copa, inclusive aquela que desabou lá em Belo Horizonte”, prosseguiu a candidata do PSOL. 

 

Depois de acusar Genro de ser uma “linha auxiliar do PT”, Aécio conseguiu também um direito de resposta. “Aprendi muito cedo que a ética e a política devem caminhar quase que como irmãs siamesas. Foi vencendo o radicalismo da candidata que aqui se apresenta sem propostas para o Brasil, construirmos uma obra no Brasil que é respeitada por todos os brasileiros da qual me orgulho imensamente”, respondeu o tucano.

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