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Cotidiano

Caruaru perde BRT por não cumprir prazos, informa o Ministério das Cidades

À época da 1ª aprovação, prefeito disse que plano ficou na câmara por meses

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O Ministério das Cidades cancelou em vários estados projetos do Programa de Aceleramento do Crescimento II – Mobilidade Médias Cidades. Em Pernambuco, Caruaru é uma das que perderam obra; no caso, o Bus Rapid Transit (BRT), que ligaria a cidade de Leste a Oeste – do Alto do Moura ao Bairro das Rendeiras. A medida foi publicada na segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.

De acordo com a pasta do governo federal, “a ocorrência de desistências formalizadas da contratação da operação de crédito e o não cumprimento dos prazos estabelecidos” são alguns dos motivos que levaram ao cancelamento. A portaria entrou em vigor na data em que foi publicada. A prefeitura estava habilitada a usar R$ 250 milhões para a aplicação, que incluía o pavimento. A linha aproveitaria o trajeto férreo e deveria ter 13,8km, com estações próprias.

Habilitado em 2012 e aprovado em março de 2013, por meio de portaria federal, o plano da obra teria enfrentado vários obstáculos, segundo avaliação do governo municipal. Em conversa por telefone, a assessoria de imprensa da prefeitura lembrou, nesta terça-feira (12), que o projeto de mobilidade urbana “foi várias vezes e saiu várias vezes da pauta na Câmara de Vereadores” e houve ainda questões burocráticas.

Entenda o caso
Após a aprovação, em dezembro de 2013, parlamentares foram presos pela Polícia Civil. À época, o prefeito José Queiroz (PDT) afirmou que, segundo o delegado responsável, os edis “estariam tentando tirar vantagem para aprovação do BRT”. E complementou: “Eu quero lembrar a Caruaru que esse projeto tramitou inicialmente na câmara nos meses de junho, julho, agosto e setembro e nós tivemos que retirá-lo porque não foi aprovado. O projeto voltou à câmara em dezembro e, coincidentemente, foi aprovado pelos 17 vereadores da base”.

Depois desses escândalos, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que a Casa Legislativa anulasse a aprovação e os vereadores acataram, em janeiro. Dois dias após, eles puseram em pauta de novo o projeto de mobilidade e urbana, e aprovaram. Leonardo Chaves decidiu encerrar a sessão e encaminhou o documento para a sanção, que ocorreu.

Portanto, o projeto que incluía o BRT foi encaminhado para o Banco do Brasil, para uma análise individual e uma junto ao Tesouro Nacional – que incluem a capacidade de endividamento do município. Ainda segundo informações que assessoria  nesta terça-feira (12), “o banco não deu resposta, possivelmente porque os prazos já estavam estourados”. As informações são do G1 Caruaru

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