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Bolsonaro ouve gritos de ‘genocida’ e rebate: ‘Nos vemos em 2022’

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Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa após reunião no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi hostilizado pela bancada do PSOL, na tarde desta quarta-feira (3), ao participar no plenário da Câmara dos Deputados da solenidade de abertura dos trabalhos legislativos de 2021.

Ele foi chamado de “fascista” e “genocida” por parlamentares do partido de oposição, que vestiam camisetas e portavam faixas com as inscrições “fora genocida” e “impeachment já”. Em resposta, aliados puxaram coro de “mito”.

Antes de começar seu discurso, que foi lido, Bolsonaro disse que foi deputado federal por 28 anos e que, apesar das divergências nunca, desrespeitou autoridades que ali estiveram. Em tom irônico e em alusão à próxima eleição presidencial, arrematou: “Nos encontramos em 22”.

“Entendemos que a presença do presidente nessa Casa não pode passar sem cobrança pra que se abra o impeachement e se garanta vacina pra todos urgentemente. O que está em curso é um genocídio. Bolsonaro tem responsabilidade direta pelas mortes em decorrência da pandemia”, afirmou Talíria Petrone (PSOL-RJ), líder da bancada do partido.

Foi necessária, momentos antes de Bolsonaro falar, a intervenção do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para acalmar os ânimos.

“Vamos dar uma oportunidade à pacificação deste país, uma delas é que respeitando a manifestação de pensamento possamos respeitar as instituições deste país. Vamos dar mais uma oportunidade para que possamos iniciar uma nova fase de consenso, de respeito à divergência”, disse Pacheco, que chegou a manifestar inicialmente a intenção de acionar a Polícia Legislativa.

Militares também participaram da solenidade neste ano, como os comandantes das três Forças: o general Marcos Antônio Amaro dos Santos (comandante interino do Exército), o tenente-brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica) e o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior (Marinha).

Também militares, estavam presentes os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Foi a primeira vez que Bolsonaro foi ao Congresso levar a mensagem presidencial desde que assumiu a Presidência da República. Nos anos anteriores, o presidente enviou o então ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para fazer a leitura.

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