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Bolsonaro diz que, por ele, “não teria Carnaval” e volta a culpar governadores e prefeitos por mortes na pandemia

Em entrevista para rádio da Bahia, presidente da República se eximiu dos mais de 600 mil óbitos pela covid-19 no Brasil.

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(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (25), que “não teria carnaval” em 2022 se a decisão dependesse dele. De acordo com o presidente, a realização do evento cabe aos governadores e prefeitos, e afirmou que não quer se aprofundar no que chamou de “nova polêmica”.

— Por mim, não teria carnaval. Mas tem um detalhe: quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) quem decide são os governadores e prefeitos. Então não quero aprofundar nessa que poderia ser uma nova polêmica — afirmou o presidente durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.

Bolsonaro também voltou a culpar a realização do Carnaval em 2020 e os gestores dos Estados e Municípios pelas mais de 600 mil mortes pela covid-19 no Brasil.

— Em fevereiro do ano passado ainda estava engatinhando a questão da pandemia. Pouco se sabia, praticamente não tinha óbito no brasil, e eu declarei emergência. E os governadores e prefeitos ignoraram, fizeram carnaval no Brasil. As consequências vieram. Chegamos aí a 600 mil óbitos. E alguns tentaram imputar a mim essa responsabilidade. Não tenho culpa disso — disse.

O primeiro ato legal para controle da pandemia no Brasil foi publicado em 6 de fevereiro de 2020, quando Bolsonaro sancionou uma lei estabelecendo critérios de enfrentamento à pandemia, como, por exemplo, uso de máscaras, restrições de entrada e saída de pessoas do País, e definições sobre isolamento e quarentena de pacientes.

Já o Carnaval foi realizado de 21 a 25 de fevereiro. A primeira notificação de um caso confirmado de covid-19 no Brasil aconteceu no dia 26 de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde. O primeiro óbito aconteceu em 12 de março, em São Paulo. Estados e municípios começaram a tomar medidas mais restritivas, com fechamento do comércio e serviços, a partir da segunda quinzena de março.

O presidente, porém, já minimizou a presença do vírus no Brasil, chamando-o de “gripezinha”. Além disso, é apontado por postergar a compra de vacinas para a população brasileira, o que fez com que o Brasil largasse atrás de outros países no início da vacinação contra a covid-19. *As informações são da GauchaZH.

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