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Cotidiano

Autorizado processo de beatificação e canonização de Dom Hélder Câmara

Ele foi elevado a Servo de Deus automaticamente. A abertura oficial do processo se dará com uma missa em Olinda.

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Vaticano autorizou o processo de beatificação e canonização do cearense dom Hélder Câmara, morto em 1999. O documento enviado pela Santa Sé para Arquidiocese de Olinda e Recife afirma não haver nenhum impedimento para que os procedimentos sejam levados adiante, assim Dom Hélder foi, automaticamente, elevado a Servo de Deus.

A Arquidiocese de Olinda e Recife fez o pedido de canonização em 2014. A resposta positiva chegou menos de 10 dias após a confirmação do recebimento do pedido, que foi enviado no dia 16 de fevereiro, mas chegou só em 6 de abril.

O processo será aberto oficialmente em 3 de maio, quando será celebrada uma missa na igreja da Sé de Olinda, onde dom Hélder foi arcebispo. Uma comissão jurídica nomeada por dom Fernando Suburido, atual arcebispo de Olinda e Recife, ficará responsável pela próxima etapa para a beatificação, que será o reconhecimento de “virtudes heroicas”.

A comissão, chamada de tribunal, será formada por dois canonistas, um juiz delegado e um promotor de justiça, além de notário, notário adjunto e cursor. Durante a missa do dia 3 de maio, o tribunal será nomeado oficialmente e os escolhidos farão juramento.

Dom Hélder
Nascido em Fortaleza em 7 de fevereiro de 1909, Hélder Pessoa Câmara entrou no seminário aos 22 anos, foi bispo auxiliar e assessor do arcebispo do Rio de Janeiro, arcebispo da Arquidiocese de Olinda e secretário geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi fundador. 

O religioso foi defensor dos direitos humanos durante o Regime Militar brasileiro e sofreu diversas represálias por isso, incluindo ter a casa metralhada e ter assessores presos. Na época, Dom Hélder foi acusado de ser comunista e chamado de “Bispo Vermelho”. Com o AI-5, foi proibido seu acesso aos meios de comunicação e proibida referências ao seu nome.

Ele foi o único brasileiro indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz, sendo boicotado pelo do General Garrastazu Médici, como consta no livro ‘Entre o Poder e a Profecia’, de Nélson Pilitti e Wálter Praxedes, biografia de Dom Hélder. Em 1981, em visita ao Recife, o argentino Adolfo Perez Esquivel, ganhador do Nobel 1980, afirmou ter sido uma injustiça que Dom Hélder não tenha ganho o prêmio.

Em 1984, Dom Hélder apresentou sua carta de renuncia, passando a ser arcebispo emérito de Olinda e Recife. Ele morreu em Recife, no dia 27 de agosto de 1999, vítima de uma parada cardíaca, aos 90 anos.

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