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Cotidiano

Após audiência de custódia,Justiça mantém prisão de ex-prefeita e suspeitos presos na operação ‘Carta Marcada’

As operações aconteceram de forma simultânea para combater uma organização criminosa envolvida com fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

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Após audiência de custódia, realizada na manhã desta quinta-feira (8), a Justiça decidiu manter a prisão os suspeitos presos na Operação Carta Marcada, que aconteceu no município de Gameleira,

O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) cumpriu nove mandados de prisão temporária e 20 mandados de busca e apreensão domiciliar na Mata Sul de Pernambuco nesta quarta-feira (7). As operações aconteceram de forma simultânea para combater uma organização criminosa envolvida com fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

A primeira operação, Carta Marcada, aconteceu no município de Gameleira, onde foram cumpridos nove mandados de prisão, sendo uma preventiva e oito temporárias, além de 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara Criminal da Comarca da cidade.


De acordo com a Polícia Civil, o líder da organização, Geraldo Gonçalves de Melo, articulava as fraudes licitatórias. Ele foi indiciado por fraude em licitação, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato. Além dele, devem responder pelos mesmos crimes Andreia Lúcia de Freitas Peixoto, Yara Freitas de Melo, Amanda Lúcia Gonçalves de Melo, (Ex-prefeita) Yeda Augusta Santos de Oliveira, Daniel Fernandes Soathman, José Ivanilson da Silva, Maura Cavalcanti de Morais e Fábio Luiz Cavalcanti de Morais.

Os investigados sofreram bloqueio judicial de bens e contas bancárias. Documentos, aparelhos eletrônicos e veículos foram apreendidos para evitar que as empresas investigadas continuassem sendo contratadas por órgãos públicos. O grupo atuava em diversos municípios da Região Metropolitana do Recife, como São Lourenço da Mata, Jaboatão dos Guararapes, como também nas cidades de Tamandaré, Escada e Ribeirão.

A investigação começou em dezembro de 2018. Duas empresas falsas eram usadas pelo grupo para a prática de crimes licitatórios. A polícia descobriu que Geraldo Gonçalves articulava as fraudes nas licitações de contratos com diferentes prefeituras, tanto como pessoa física, como através de duas empresas falsas: Conasp e ASMPLAMUL. No endereço informado da empresa de fachada Conasp funciona um consultório odontológico e na localização da ASMPLAMUL está, na verdade, uma galeria onde funcionam diferentes lojas. 

A outra Operação, Sequência Real, ocorreu no município de Amaraji, onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão domiciliar. As investigações referentes a essa operação começaram no último mês de maio. O grupo investigado fraudava procedimentos licitatórios que apontavam como vencedor o advogado José Taveira de Souza. Neste esquema, Geraldo Gonçalves também foi apontado como líder. Nesta segunda ação ainda foram presos José Taveira de Souza, Jânio Gouveia da Silva e Glória Maria de Andrade Gouveia.

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