Brasileirão Série A
Publicada em 15/09/2018 às 13h06. Atualizada em 15/09/2018 às 13h06
Gabigol e Nenê fazem duelo à parte após quase pararem em rivais
De um lado, Nenê
Por: Enzo Gabriel | Fonte: Gazeta Esportiva


De um lado, Nenê. Do outro, Gabriel Barbosa, o Gabigol. Os dois camisas 10 de Santos e São Paulo são, sem sombra de dúvida, os grandes protagonistas do clássico deste domingo, que será disputado na Vila Belmiro. No entanto, ambos poderiam estar vestindo o manto do rival, pois tanto Nenê quanto Gabigol tiveram os nomes ventilados e foram especulados para atuar no Peixe e no Tricolor, respectivamente.

Quando Lucas Lima deixou o Santos rumo ao Palmeiras, uma lacuna no meio-campo do Santos foi criada. Dentre os nomes especulados, surgiu o de Nenê. No entanto, a diretoria alvinegra sequer abriu negociações pelo jogador, que acabou indo para o São Paulo, ainda sob o comando de Dorival Júnior.

No começo da atual temporada, Gabigol era especulado para ser a esperança de gols do time do Morumbi. Porém, a exemplo do que aconteceu com Nenê no Peixe, a negociação não se concretizou. Assim, o atacante retornou ao seu clube de coração, após péssima passagem por Internazionale e Benfica.

Quis o destino, porém, que o jovem “Menino da Vila” voltasse ao Brasil para recuperar seu futebol justamente onde despontou. Já o experiente meia, consagrado com a camisa de clubes como Paris Saint-Germain e Vasco, fosse o escolhido pela diretoria do São Paulo para ser a referência técnica de um time que perdeu Hernanes de uma forma inesperada no foi da última temporada.

Neste domingo, Nenê e Gabriel tem uma missão em comum: ajudarem seus respectivos times a vencerem. No caso do tricolor, um triunfo na Vila Belmiro mantém o time comandado por Diego Aguirre na briga pelo título Brasileiro e, possivelmente, a liderança do campeonato. Já no caso do Peixe, o objetivo é seguir em franca ascensão em busca de um lugar entre os times classificados para a próxima Copa Libertadores.

Gabigol oscila, mas retoma bom futebol

A segunda passagem de Gabigol pelo Santos começou avassaladora. Foram quatro gols, nas primeiras quatro partidas. No entanto, caiu de rendimento, levou cartões amarelos, teve uma expulsão infantil contra o Nacional, pela Libertadores. Como resultado, os gols deram lugar as vaias da torcida.

Já que não estava funcionando como centroavante, Jair Ventura testou o jogador pelo lado do campo. No entanto, a tentativa foi um fracasso, assim como grande parte das coisas que o ex-treinador tentou implantar no Peixe.

Mesmo assim, o camisa 10 não é apenas um centroavante fixo. Gabriel é móvel, rápido, e quando percebe que a bola não chega auxilia o meio-campo santista na armação das jogadas. Quando é preciso presença de área, o jogador não tem titubeado e anotado os gols que a equipe necessitava para sair do sufoco.

Confiante e artilheiro, Gabigol é o principal destaque do Santos no momento. O atacante parece ter colocado a cabeça no lugar, e controlado por Cuca voltou a ser o “Menino da Vila santista e cruel” que a torcida canta. São ao total, 21 gols na temporada, já igualando a melhor marca da carreira nos anos de 2014 e 2015.

Nenê supera início apagado, vira referência e artilheiro do São Paulo

Dia 26 de janeiro de 2018 o São Paulo anunciou seu novo camisa 10, que à princípio vestiu a sete. Depois de perder Hernanes, sua principal referência em 2017, a diretoria tricolor, já liderada por Raí e Ricardo Rocha, buscou alguém com experiência suficiente para assumir o posto de líder tanto dentro quanto fora de campo. Para isso, chegou Nenê.

À princípio, a contratação dividiu opiniões, até mesmo dentro do clube do Morumbi. Dorival Júnior, treinador no início da temporada, deixou claro não ter sido um pedido seu a contratação de Nenê, que chegou a ser titular com o comandante, mas atuando pelo lado do campo. Entretanto, a exigência física na posição dificultou a vida do meia de 37 anos que, por fim, foi para o banco de reservas. Entre os questionamentos da época estiveram a possibilidade, ou não, do atleta jogar junto com Diego Souza e Cueva.

As coisas mudaram para o ainda camisa sete quando chegou ao clube Diego Aguirre, na reta final do Campeonato Paulista. Com o comandante uruguaio, Nenê assumiu o posto de principal meio-campista do time, jogando centralizado e sem tantas responsabilidades defensivas como no trabalho dirigido por Dorival. Resultado: sucesso imediato.

Junto com o melhor posicionamento vieram as boas atuações e o protagonismo, somados à confiança da torcida. Desde que Aguirre assumiu o time, Nenê marcou 10 gols, oito desses apenas no Campeonato Brasileiro, o que faz dele artilheiro do time na competição ao lado de Diego Souza.

Mais recentemente, a coroação da boa fase de Nenê no tricolor foi herdando a camisa 10. Assim que Cueva deixou o clube rumo ao Krasnodar, da Rússia, em julho, o jogador de 37 anos assumiu a numeração que vestiu e fez história no Paris Saint-Germain para liderar o São Paulo na campanha expressiva no Campeonato Brasileiro, em que briga ponto a ponto com o Internacional pela liderança.

Contra o Santos, a expectativa do lado tricolor é de que Nenê tenha à sua disposição sues principais parceiros de time, tanto dentro quanto fora de campo. Além de Diego Souza, titular absoluto no comando do ataque desempenhando uma função até semelhante a de Gabigol, deixando a referência para ajudar na construção das jogadas, Aguirre terá os retornos de Everton e Reinaldo, que fortalecem o lado esquerdo do time.

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