Educação
Publicada em 20/03/2018 às 14h26. Atualizada em 20/03/2018 às 14h26
Ensino médio pode ter 40% das aulas a distância;MEC é contra
Medida em debate no CNE pode permitir que ensino médio tenha até 40% das aulas a distância
Por: Marcos André Fonte:G1


Sala de aula em escola do Paraná (Foto: Seed/Divulgação)

Uma proposta em análise no Conselho Nacional de Educação (CNE) estuda permitir que até 40% da carga horária do ensino médio possa ser feita a distância. Se aprovada e homologada pelo Ministério da Educação (MEC), ela vai alterar as Diretrizes Curriculares do Ensino Médio, de 2012.

A medida não é consenso nem mesmo dentro do CNE. Entre os especialistas há quem diga que pode haver uma precarização do ensino, outros defendem que a mudança é necessária para acompanhar os avanços tecnológicos.

Uma primeira versão do texto foi apresentada pelo relator e conselheiro Rafael Luchesi ao conselho, mas ainda precisa ser discutida e votada para chegar ao Ministério da Educação. O tema voltará para pauta da próxima reunião, em 9 de abril.

Segundo Eduardo Deschamps, presidente do CNE, a ideia ainda é preliminar e haverá audiência pública para debater o tema. “Há um entendimento que o EAD no ensino profissional é interessante, mas ainda precisamos de uma avaliação mais profunda.”

Deschamps afirmou que o conselho discutiu se 40% da carga horária oferecida a distância não seria um percentual muito alto. Além disso, outra dúvida é se as disciplinas obrigatórias previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) poderão ser ensinadas neste formato ou somente de maneira presencial. Ainda não há definições. “O processo ainda vai ser discutido”, disse Deschamps.

Se a medida for aprovada, as redes e escolas terão autonomia para definir ferramentas e modelos. Para Deschamps, a constante evolução da educação permite inovações. “Temo que o conservadorismo deixe de colocar a educação em outro patamar.”

Quem já se manifestou contra a resolução foi o integrante do CNE Cesar Callegari. Ele teme que, ao pararem de frequentar a escola todos os dias, adolescentes deixem de colher os aprendizados da convivência.

“Eu considero que temos de garantir o território de vivência dos alunos. A escola é um território de afetos. Convivendo, crianças e adolescentes aprendem coisas que não estão nos livros, como os laços de solidariedade, por exemplo”, afirma.

Callegari esclarece que sua opinião contrária não é uma “visão jurássica” sobre o ensino a distância. “Só acho que a tecnologia deve complementar e estar a serviço da escola, mas não deve substituir a própria escola e os professores.”

Tags: Cotidiano, Brasil,
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