Brasil
Publicada em 02/03/2018 às 14h16. Atualizada em 02/03/2018 às 14h16
Jair Bolsonaro processa Ciro Gomes por calúnia e injúria
Após processar o deputado federal Jean Wyllys, Jair Bolsonaro presta queixa com as mesmas acusações.
Por: Redação PortalPE10


Foto: Reprodução
Depois de ter processado o deputado federal Jean Wyllys (PSOL) por calúnia e injúria, o pré-candidato a Presidência da República Jair Bolsonaro (PSC) tem como alvo o também presidenciável Ciro Gomes (PDT). Bolsonaro entrou com uma queixa-crime no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) contra Ciro pelos mesmos crimes imputados a Jean Wyllys, supostamente cometidos durante entrevista concedida pelo pedetista ao programa "Pânico no Rádio", da Rádio Jovem Pan. As informações são da Revista Exame. 

Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, a calúnia se deve ao fato de que Ciro associou o recebimento de um repasse de R$ 200 mil de Bolsonaro a "lavagem de dinheiro". O PP, seu partido na época, repassou a quantia por meio de doações da JBS. Ele chegou a devolvê-lo, mas recebeu logo após o mesmo valor vindo de fundo partidário.

"Eu, se tô indignado, o cara depositou na minha conta sem a minha autorização, eu devolvo pra ele, e mando ele pastar, pra não dizer aquela outra frase que termina no monossílabo tônico. Não, o que ele faz, ele devolve para o partido, que na mesma data entrega R$ 200 mil pra ele. O nome disso é lavagem de dinheiro. Simples assim”, afirmou Ciro durante o programa. 

O crime de injúria, segundo a defesa, é referente a declaração de Ciro de que Bolsonaro seria um "moralista" de goela. O parlamentar “sentiu-se frontalmente ofendido em sua dignidade, da qual é bastante cioso, pois sempre manteve coerência entre discurso e conduta pessoal, sobretudo como ferrenho opositor da corrupção e defensor de conceitos conservadores”, diz trecho da queixa-crime. 

O primeiro juiz do TJPS descartou a acusação de calúnia. No seu entendimento, Ciro se expressou mal a classificar como "lavagem de dinheiro", uma vez que os recursos do fundo partidário não tinham origem ilícitas. O magistrado enviou o caso para o juizado especial. O juiz do juizado, por sua vez, alegou que não cabe a ele fazer o julgamento. Com isso, caberá ao tribunal determinar quem tem jurisprudência para julgar o caso.

Jean Wyllys 

Com base em uma entrevista realizada de agosto de 2017 para o jornal O Globo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ), por calúnia e injúria. As informações são do jornal O Globo. Durante a entrevista, Wyllys se dirige ao deputado federal como 'fascista', 'racista', 'burro', 'corrupto', 'ignorante', 'desqualificado' e 'canalha', entre outros.

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