Cotidiano
Publicada em 14/03/2014 às 16h54. Atualizada em 14/03/2014 às 16h54

Julgamento da morte do médico Maviael Menezes começa nesta segunda(17) em Palmares

Serão quatro dias de julgamentos começando na segunda-feira (17) até a sexta-feira (21)
Por: Redação PortalPE10

Os quatro acusados pela morte do médico Maviael Menezes de Almeida , irão a júri popular nesta segunda-feira (17) em Palmares (PE). Entre os quatro acusados esta um ex- Policial Militar de Alagoas que cumpre pena.

De acordo com a juíza titular da 1ª Vara Criminal, Dr. Hydia Virginia Chistino, de Landi Faria a audiência terá início com os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além de interrogatório dos réus. Os réus são Antônio Agostinho Alves Muniz Filho, José Laudiano do Nascimento , Antonio José da Silva Neto e Ednaldo dos Santos Brandão.Os quatro são acusados de homicídio duplamente qualificado.

O Julgamento será realizado na Casa de Justiça Professor Aníbal Bruno(Novo Fórum) localizado no Bairro Dom Acácio em Palmares. Serão quatro dias de julgamentos começando na segunda-feira (17) até a sexta-feira (21) com inicio às 9h da manhã. 

Relembre o Caso  :

O médico Maviael Menezes de Almeida, 52 anos, estava desaparecido desde o último dia 28 de junho de 2012, data em que a família foi à polícia e registrou um possível sequestro, em Palmares.

No dia 1º de julho de 2012, o corpo do médico foi encontrado em embaixo de uma ponte na PE-46, na estrada que liga os municípios de Barreiros á Palmares, entre os engenhos Coqueiral e Jundiá. O cadáver de Maviael apresentava 17 perfurações de faca, que foi encontrada no local, suja de sangue. Nas proximidades também foram deixados uma garrafa de uísque, um lençol e cordas.

O médico vestia uma sunga de banho e uma camisa de malha. O que chamou a atenção dos policiais na época foi o relógio encontrado dentro da sunga da vítima, como se ele estivesse tomando banho e tivesse guardado o acessório. O carro dele, uma caminhonete Hillux, foi encontrado abandonado no distrito de Nossa Senhora do Ó, próximo a Porto de Galinhas, em Ipojuca.

O laudo da perícia indicou que o crime aconteceu na casa da vítima, em cima da cama do médico, que teve o corpo enrrolado em lençóis e tapetes e abandonado embaixo da ponte. Quando a perícia foi autorizada a entrar na casa do médico, encontrou-a totalmente limpa e organizada. Os peritos precisaram utilizar o reagente luminol para desvendar o caso.

Investigação Policial :

Contendo 500 páginas, divididas em dois volumes, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte do médico do trabalho Maviael Menezes Almeida, 52 anos. Motivado por um seguro de vida do qual era beneficiado e pela sociedade em uma das empresas do clínico geral, o soldado da Polícia Militar de Alagoas Antônio Agostinho Alves Muniz Filho, 24, foi o autor intelectual do crime. O crime aconteceu no dia 29 de junho deste ano.

A Polícia Civil confirmou que foram anexados aos autos documentos comprobatórios dos ganhos financeiros que o policial teria após a morte do médico. O crime foi considerado passional, conforme a polícia, devido a relação entre a vítima e o soldado, que arquitetou o crime, com motivações financeiras. Além do PM, José Laudiano do Nascimento,José Antônio da Silva Neto, e Edinaldo Santos Brandão,são acusados de terem praticado o homicídio.

De acordo com as investigações, Antônio Agostinho acordou com os outros envolvidos que pagaria R$ 15 mil pela execução do plano que resultou na morte de Maviael Menezes. Cada um receberia R$ 5 mil, sendo R$ 2,5 mil antes e o restante após o crime. O delegado titular de Palmares e do Núcleo de Homicídios da Mata Sul, Franklin Soriano, explicou que a partir da quebra do sigilo telefônico, eles conseguiram confirmar o contato entre os envolvidos - inclusive os horários que os telefonemas aconteceram.

“Encontramos um celular com uma pessoa que tinha amizade com Antônio. Através do interrogatório dessa pessoa, ficou confirmado que o crime foi praticado mediante pagamento”, explicou Franklin Soriano. Antônio ainda tentou usar como álibi o plantão que cumpriu em Alagoas, um dia após o crime, mas o depoimento foi por água abaixo quando a polícia conseguiu confirmar a relação entre os envolvidos com a vítima.

Na noite anterior ao crime, testemunhas afirmaram que escutaram uma briga intensa entre Maviael e Antônio. “Há a informação, repassada pelo serviço reservado da PM que Antônio era investigado como suspeito do tráfico de drogas em Água Preta. E, possivelmente, o médico teve acesso a essa informação podendo ser esse o motivo da briga. Mas isso não foi confirmado”, revelou o delegado na época das investigações.

Médico

O medico Maviael Menezes de Almeida, de 52 anos era conhecido por atuar em várias cidades da região, como Palmares, Belém de Maria, Catende e Água Preta. Ele era filho do ex-deputado estadual e ex-prefeito das cidades de Belém de Maria e Catende, Manoel Ramos de Almeida, e da ex-prefeita de Belém de Maria, Maria Menezes.

O médico era especialista em Saúde Pública e Medicina do Trabalho pela Unicamp (SP), servidor concursado da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco e médico do trabalho do Centro Regional de Saúde do Trabalhador (Cerest) de Palmares.

Maviel já exerceu os cargos de secretário municipal de Saúde de Belém de Maria e Catende e foi diretor do Hospital Regional de Palmares e da Unidade Mista Dr. João Mayrinck em Catende.


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